Viajando com a família pela Ásia

Fotos e texto: Nádia Fonseca

De antemão aviso que é muito difícil montar um roteiro de “só” 30 dias pela Ásia. São tantas as opções de lugares que quase enlouquecemos (rs). Como a passagem é cara e muito distante, a gente acaba querendo fazer muita coisa para render, mas não dá para incluir tudo. Até mesmo nos lugares onde estivemos, tinha muito mais o que ver e fazer, mas tínhamos que optar.

Nosso roteiro foi o seguinte:

  • Singapura é Top. Primeiríssimo mundo. Moraria lá (rs), mas foi suficiente a quantidade de dias. Dos lugares por onde passamos, foi o de custos mais elevados. A cidade é super limpa e mega moderna. Arquitetura fantástica. Metrô excelente. Fala-se o inglês fluentemente já que essa é a segunda língua deles (foram colonizados pelos ingleses). Enquanto as outras cidades em que estivemos são muito voltadas a sua história, Singapura é evidentemente uma cidade que tem foco no futuro. Não precisa de visto para entrada.
  • Indonésia (maior país muçulmano do mundo) onde estivemos em duas cidades, além da ilha de Bali:

 Jakarta, que é a capital, para visitarmos amigos. Cidade grande, muito quente e úmida. Uma mistura de São Paulo com Manaus (rs). Necessita de visto para a entrada no país, que pode ser tirado na chegada, no próprio aeroporto.

 Yogyakarta, no centro da ilha de Java, para conhecermos o Conjunto de Borobudur, patrimônio Mundial da UNESCO e Prambanan, templos muito interessantes, imponentes e de uma energia indescritível. Esse passeio vale muito a pena, é corrido, mas um dia basta.

Ilha de Bali, onde concentramos nossos dias em conhecer os templos, já que iríamos à praia no sul da Tailândia. São muitos os templos e muitas as praias. Bem difícil decidir o que priorizar (rs). Ficamos dois dias percorrendo o norte da ilha e outros dois, a parte sul.

  • Malásia, onde só estivemos em Kuala Lumpur. Gostaria de ter ido à outras cidades, mas não deu. Cidade limpa e organizada. Sistema de metrô excelente, que possibilita a locomoção para todos os lugares de interesse turístico. Não é necessário visto para entrada.
  • Tailândia é MARAVILHOSA. Povo super amistoso, super queridos. As praias, o tempo que você ficar vai achar pouco. Uma mais linda que a outra. Difícil de ir embora, queria que as horas não passassem (rs). Usamos como “base” as cidade de Krabi e Phi Phi, e de lá passeávamos de barco pela região.

O norte do país é impressionante. Me surpreendeu demais. Tudo funciona, organizado, limpo, estradas muito boas. Fomos à Chiang Mai e Chiang Rai. Tentamos ver o famoso festival das Lanternas (que é realizado no mês de novembro), mas não deu. Foi no final de semana seguinte ao que estivemos lá. Era isso ou ir ao Camboja. Gostaríamos de ter ido ao Laos e Myanmar, mas também não deu. Só estivemos na fronteira dos países (Golden Triangle).

A tribo das mulheres girafa (Long Neck Village) é impressionante. Eu sabia que se tratavam de refugiadas do Myanmar e fiquei bem dividida se deveria visitar ou não. Elas sobrevivem do turismo/artesanato que vendem. Pelo sim, pelo não, acabei indo pela curiosidade e foi muito emocionante.

Passar o dia com os elefantes, numa reserva, também foi demais. Minhas filhas pesquisaram muito, pois não queríamos lugar que maltratassem os animais. Lá tem muito disso, voltado ao turismo. O Patara é uma reserva que faz um trabalho incrível de preservação. A gente fica responsável por um animal (por pessoa) o dia todo (alimentar, dar banho, passear). Incrível!

Outro passeio que me deixou encantada foi o Templo Branco (White Temple), trata-se de um, digamos, templo “não oficial” onde mistura-se Buda, elementos hindus, superman, minions, Michael Jackson e etc, completamente surreal (rs), mas a arquitetura é dos sonhos, um dos lugares mais lindos onde já estive.

A capital Bangkok é incrível. Muito o que conhecer. Não se trata de uma cidade muito limpa e de transportes impecáveis como outras que conhecemos, mas tem um charme todo especial. Andamos muito de tuk-tuk, meio de transporte mais comum por lá. Cidade extremamente rica em cores, cheiros, sabores, culturas e sorrisos. Os templos são maravilhosos, embora muito cheios de turistas. Iria de novo e ficaria mais tempo.

  • E por fim, no Camboja fomos apenas a Siem Reap, que é a principal cidade, embora não seja a capital. Os templos são impressionantes. Prá se ter uma ideia da importância, o principal templo (Angkor) está desenhado na bandeira do Camboja e concorreu como uma das novas maravilhas do mundo moderno. Num dos templos do complexo, o templo Ta Prohm, foi filmado Tomb Raider.

A moeda do Camboja é o Riel, mas a gente até esquece porque o dólar é usado para tudo. Os preços são muito baratos. Logo ao desembarcar já somos surpreendidos. O caminho até o hotel a bordo de um tuk tuk faz os olhos brilharem com a beleza da cidade, num dos países mais pobres do mundo e que se recupera de um sangrento regime de terror do Khmer Vermelho e de outros conflitos internos que foram até os anos 90.

Precisa-se de visto, que pode ser tirado na chegada, no próprio aeroporto. Uma dica bem legal e que nos fez ganhar muito tempo, foi tirar o visto através de um aplicativo na internet (Camboja e-visa). Funcionou direitinho, super eficiente e rápido. Tão organizados que agora me mandam felicitações na data do meu aniversário (rs). Super indico, valeu muuuuito a pena. Paga-se uma taxa de U$40 e recebe-se o visto por email. Aí é só imprimir e levar. Quando o voo chegou, formou-se uma fila imensa para o visto e nós passamos direto.

Enfim, amigos… esse mundão é muito grande… Sempre tive um certo preconceito em ir para Ásia, medo talvez, uma cultura muito diferente da nossa, mas foi maravilhoso! Pena ser tãaaaaao longe.

Roteiro Viagem Ásia

aeroporto

Deslocamentos até Singapura

Como eu e meu marido não fomos na mesma data das minhas filhas/genro, e por motivo dos preços das passagens nas datas da viagem, fizemos caminhos diferentes de Brasília até Bangkok.

  • Eu e meu Marido – BSB/SP/Londres/Bangkok: TAM/British Airways
  • Minhas filhas e meu genro – BSB/SP/Nova York/ Tóquio/Bangkok: Delta
  • Bangkok/Singapura: Tigerair

Roteiro:

  • Dia 1 – Saída BSB
  • Chegada Singapura em D+2
  • Dia 04 a 06 – Singapura
  • Dia 07 – Singapura/ Jakarta (de manhã, empresa Tigerair)
  • Dia 08 – Jakarta
  • Dia 09 – Jakarta/Bali (de manhã: empresa AirAsia)
  • Dia 10 a 12 – Bali
  • Dia 13 – Bali/Yogyakarta – saída de manhã, passando o dia em Yogyakarta e partindo a noite para Jakarta (empresa: AirAsia)
  • Dia 14 – Jakarta/Kuala Lumpur (à noite, empresa AirAsia)
  • Dia 15 – Kuala Lumpur
  • Dia 16 – Kuala Lumpur/ Krabi (de manhã, empresa AirAsia)
  • Dia 17 – Krabi/Phi Phi (deslocamento de manhã de ferry)
  • Dia 18 – Phi Phi/Krabi (descolamento após almoço de ferry)
  • Dia 19 – Krabi/Chiang Mai (à noite, empresa AirAsia)
  • Dia 20 a 22 – Chiang Mai
  • Dia 23 – Chiang Mai/Bangkok ( de manhã, empresa AirAsia)
  • Dia 24 – Bangkok/ Siem Reap (à noite, empresa AirAsia)
  • Dia 25 – Siem Reap/ Bangkok (à noite, empresa AirAsia)
  • Dia 26 – Bangkok
  • Dia 27 – início do retorno ao Brasil de manhã

Dica: As passagens aéreas foram todas compradas com antecedência, ainda no Brasil. O ticket do ferry para o trajeto Krabi/Phi Phi, compramos diretamente nas agências de viagem na rua principal de Ao Nang (Krabi). Foi comprado na véspera da viagem e incluía o trajeto de van do hotel até o porto.

Hotéis:

Singapura: Hotel Porcelain no bairro de Chinatown – Hotel com quartos bem pequenos, mas com excelente localização. Encostado a estação do metrô e permite ir a pé até ao complexo Marina Bay (caminhada agradável, de 40 min mais ou menos).

Pode-se optar por ficar uma diária no próprio Marina Bay para usufruir da piscina de borda infinita no topo do prédio, é caro mas com alguma programação é possível. Não optamos por nos hospedar lá, por conta do pouco tempo que tínhamos na cidade e queríamos conhecer o máximo possível. Não quisemos “perder” um dia na piscina (rs)

Jakarta: Ficamos hospedados na casa de amigos.

Bali: Bali é uma ilha bem grandinha e com deslocamentos difíceis e às vezes, demorados. Optamos (inicialmente) por ficarmos 2 dias em Ubud, cidade no centro da ilha e 2 dias em Seminyak (litoral sul da ilha).

Em Ubud nos hospedamos no hotel Jati Home Stay, que apesar de bem avaliado nos sites de reservas de hotéis, para nós, o pior da viagem. A entrada do hotel fica num corredor bem escuro (chegamos ao hotel à noite, após passeios), mal sinalizado e por isso tivemos dificuldade na localização. Na reserva, não tínhamos observado a falta de ar condicionado, que fez falta. Sem janelas (tinha somente uma tela), banheiro horrível, itens quebrados e meio sujos. Os atendentes eram ótimos e super simpáticos, café da manhã bem gostoso, mas não teve condição de ficarmos a segunda noite e partimos para o hotel seguinte em Seminyak (Fave Hotel Sunset). Hotel excelente, limpo, bem localizado, próximo à restaurantes, com piscina boa.

Yogyakarta: Não pernoitamos, passamos apenas o dia.

Kuala Lumpur: Hotel Corus Hotel KL – Excelente localização, muito próximo às Petronas (dá para vê-las da janela do quarto do hotel), confortável, limpo, próximo ao metrô e shopping.

Krabi: Hotel Ao Nang Top View – Quartos amplos e bem simples, limpos, próximo à praia, comércio e restaurantes. Pagamos diária a mais para o pernoite que fizemos na Ilha Phi Phi, assim pudemos viajar apenas com mochila.

Phi Phi: Phi Phi Hotel – Excelente, próximo ao píer de chegada do ferry, quartos ótimos, limpos, vista INCRÍVEL da janela do quarto.

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Chiang Mai: Roseate Chiang Mai – Hotel muito bom e bem localizado.

Bangkok: Rambutri Village – Hotel bom e bem localizado, bem próximo à Kao San Road, rua mais famosa de Bangkok.

Siem Reap: Neth Socheata Hotel – Hotel simples, bem limpo, com boa localização. Detalhe curioso desse hotel e que foge completamente da nossa cultura ocidental, é que os sapatos são deixados na portaria.

Imperdível em cada destino

SINGAPURA

  • Complexo Marina Bay, se possível reserve uma tarde para o Gardens by the Bay para ver as Supertree grove (árvores de aço). A entrada é gratuita, pagando-se apenas para conhecer as duas estufas. No início da noite tem show de som e luzes. Maravilhoso.

MARINABAY

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  • Subir no topo do Marina Bay Sands para tomar um drink e ver a piscina de borda infinita e/ou visitar o Sands Sky Park (deck de observação).

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  • Assistir ao “Wonder Ful Light and Water”, show diário de 13min, gratuito, em frente ao Marina Bay Sands, no espaço localizado ente os dois pavilhões flutuantes.
  • Visitar a área do Merlion Park, símbolo da cidade.
  • À noite, visitar o Boat Quay (cheios de restaurantes) a animada Clarke Quay.
  • Ilha de Sentosa – Ela é um resort gigante. O destaque fica por conta do Universal Studios Singapore. A ilha tem também praias (a Palawan Beach é a mais legal), restaurantes, museu etc.

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  • Chinatown – Passeie pelas ruas e visite os templos Sri Mariamman (onde se paga para tirar fotos) e o Buddha Tooth Relic, hinduísta e budista, respectivamente.

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  • Little India – Ande pela Serangoon Road, rua principal. Demos sorte e ela estava toda decorada para celebrar um festival. Visitamos o templo indu Sri Veeramakaliamman, que como em todo templo indiano, é necessário retirar os sapatos antes de entrar. Na mesma rua, se puder, visite também o Sri Srinivasa Perumal Temple, que nós não conseguimos por estar fechado.
  • Orchad Road – Avenidas só de shoppings, um do lado do outro, imensos.
  • Singapure Flyer – Maior roda gigante do mundo, é 30m mais alta que a London Eye e foi construída de acordo com os princípios do Feng Shui. Se o tempo estiver bom, pode-se avistar as vizinhas Malásia e Indonésia.

Dica: Usamos muito o metrô. Excelente. Lembrando sempre que é proibido: comer ou beber dentro das estações, mascar chiclete e demonstração de carinho em público.

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BALI

  • Monkey Forest – Cuidado com os macacos ladrões de óculos (rs).

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  • Tegalalang (arrozais)

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  • Templo PURA TIRTA EMPUL – também conhecido como Templo da Água Sagrada

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  • Templo PURA ULUN DANU BATUR (Vulcão/montanha sagrada)
  • Templo PURA BESAKIH (Mother Temple of Besakih) na encosta no vulcão Gunung Agung.
  • Templo PURA LUHUR, conhecido como Templo de ULUWATU
  • Templo PURA TANAH LOT – às margens do Índico, foi erguido em uma gde rocha. Lindo.

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  • Puja Mandala – local super interessante, onde temos uma mesquita, uma igreja católica, uma protestante, um templo budista e um hinduísta, um ao lado do outro.
  • Kuta, Seminyak, Legian – Praias, lojinhas (em Seminyak apreciar o pôr do sol no restaurante KU DE TA)

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  • Jimbaram, Dreamland, Baia Padang, Nusa Dua, Pantai Pandawa – praias

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Interessante observar as oferendas que o povo balinês coloca nas portas das casas, templos, comércios e carros.

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Em Bali, a maioria dos templos não se paga ou paga-se bem pouco para entrar, porém em alguns templos do norte da ilha, somos praticamente obrigados a contratar guias, chamados de “guardiões”, para nos acompanhar, cobrando por isso obviamente. Precisa-se negociar antes… porque eles querem cobrar por TUDO, principalmente no norte da ilha. Muitas das vezes precisamos ser bem incisivos para deixar claro que não queríamos determinado serviço, ou a compra de determinado produto. Para se ter uma idéia, fomos abordados ao descer do carro, onde queriam nos cobrar para andar numa rua de comércio, em frente aos arrozais. Outra vez queriam nos cobrar aluguel de sarongs para acesso ao templo pelo preço que poderíamos comprar uns cinco sarongs, que foi o que fizemos (rs)…

No geral, achei a maioria dos templos do norte, muito mal cuidados e sujos. O que não os faz feios, porque por si só são lindos,  porém, no futuro, não sei como ficarão se continuarem assim sem preservação sendo apenas explorados pelos “guardiões”.

Em Bali, contratamos um motorista (Rudhy) que passou todos os dias conosco. Fez todos os trajetos e nos deu muitas dicas. Valeu muito a pena. O contato é pelo facebook: Rudhy Pedro (Bali Transports and Tour)

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JAKARTA

  • Masjid Istiqlal – Terceiro maior templo islâmico. A mesquita Istiqlal, em tamanho só perde para Meca (Al-Haram) e Medina.

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YOGYAKARTA

  • Borobudur – Entrada: U$15
  • Prambanam – Entrada: U$13

Em Borobudur, maior monumento budista do mundo, diz-se que quem conseguir tocar o braço da estátua de Buda dentro dos sinos, é uma pessoa de sorte. Nós conseguimos (rs). Dizem ainda que se o tempo estiver bom, consegue-se avistar o vulcão Merapi (ativo). Nós não conseguimos.

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Prambanan fica próximo ao aeroporto e é o maior complexo de templos Hindus em Java. Destaca-se o templo central, com 47m de altura, consagrado a Shiva.

Estudantes indonésios vão aos templos para praticarem o inglês com os turistas. Eles querem conversar e principalmente tirar fotos com a gente. É bem engraçado, correm atrás, fazem poses, vai juntando gente e quando percebemos estamos fotografando no meio de uma família ou dentro de um grupo de 15 pessoas. Com certeza foram meus momentos de fama (rs). Num determinado momento isso tudo se torna meio aflitivo porque toma tempo (que é tão precioso nesse momento) da visita. Isso também aconteceu com certa frequência em alguns pontos de Bali.

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Contratamos um motorista que nos pegou no aeroporto e fez todo trajeto conosco. Ganhamos muito tempo com isso. Infelizmente não tenho o contato, pois foi tudo acertado com amigos que moravam em Jakarta.

KUALA LUMPUR

  • Petronas Towers – 7º maior prédio do mundo. Existe uma estação do metrô praticamente na base das torres. Dica: Visite durante o dia e à noite, quando estão iluminadas. Vale a pena. Paga-se para subir nas torres.

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  • Batu Caves – Mistura de templo religioso e reserva natural, construído em meio a cavernas. O acesso é através de uma escadaria de 272 degraus. Ao lado da escadaria fica a estátua dourada de 42m do Murugan, deus hindu. Situa-se a 13 km do centro da cidade, com acesso através do metrô. Entrada gratuita.

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  • Merdeka Square – local onde a Malásia declarou sua independência da Inglaterra. Está situada em frente ao Sultan Abdul Samad Building, que abrigava os departamentos governamentais.
  • City Gallery – Para se tirar uma foto no “I Love KL” (rs)

SUL DA TAILÂNDIA (praias)

  • Alugar barcos (long tail boat) saindo de Krabi (Ao Nang) e Phi Phi e visitar as ilhas (são milhões delas). Existem tours para as várias ilhas próximas (day tours), porém vale muito a pena fazer os passeios de long boat privado, onde você pode decidir quanto tempo ficar em cada parada. Importante levar lanche, porque em muitas praias não tem onde comprar nada.

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  • Sugestões: Maya Bay (onde foi filmado “A praia” com Leonardo Di Caprio), Railay Beach, Poda Island, Chicken Island, Hong Island, Pranang beach, Mosquito Island, Bamboo Island.

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Dica: Se quiser curtir praias mais movimentadas (Maya Bay por exemplo) com poucos turistas, recomenda-se fazer o passeio de long boat privado e sair bem cedo. Assim quando os turistas com os barcos maiores chegarem, você já terá aproveitado todo o sossego da praia. Os barcos grandes saem por volta das 9h.

CHIANG MAI

  • Segunda maior cidade da Tailandia. Possui 300 templos. Foi construída dentro de uma imensa muralha que servia como defesa. O muro permanece e é um dos principais marcos turísticos da cidade. Mesmo a cidade sendo grande, a parte turística fica concentrada no centro histórico, cercado pelo muro.

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  • Templo (Wat) Phrathat Doi Suthep – Ponto mais turístico de Chiang Mai. Templo mais famoso. Fica no alto de uma colina (Doi Suthep) a 15 km do centro da cidade. Segundo a lenda, o templo foi construído ali porque um elefante branco que carregava nas costas um osso do ombro de Buda, que tinha propriedades mágicas, escolheu aquele lugar para morrer. De cima é possível ter as melhores vistas da cidade. Entrada: 300 Baths, que correspondem à 30 reais mais ou menos.

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  • Night Market – Acontece todas as noites, exceto aos domingos. Bom lugar para compras, artesanatos e comidas. Estilo 25 de março em SP e SAARA no RJ, em véspera de Natal (rs).
  • Tiger Kingdom – Fica cerca de 18km do centro de Chiang Mai. Pode-se ir de tuk tuk ou contratar um transfer. Compramos a entrada na hora, mas recomento chegar bem cedo para não pegar filas. Dizem que não drogam os animais e a calma deles se dá por serem animais de hábitos noturnos. Não tenho conhecimentos para opinar (rs).

Paga-se de acordo com o tamanho dos animais que quiser ter contato (big cats, small, smallest…) A média de preço é de aproximadamente 500 baths (mais ou menos 50 reais) por tamanho de tigres.

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  • Patara – Passamos o dia com elefantes, dando banho, comida, passeando com eles. Cada pessoa, ou casal (se preferir) ficará responsável por um animal durante todo o dia. Esse passeio precisa ser agendado com certa antecedência. Custa U$ 120 (por pessoa), incluindo transfer desde o hotel, almoço e CD com as fotos. http://www.pataraelephantfarm.com/

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  • Tribo das Mulheres Girafa

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  • White Temple (em Chiang Rai)

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  • Golden Triangle (Tríplice Fronteira) entre Myanmar, Laos e Tailândia

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Esses três passeios (tribo, White Temple e Gonden Triangle) ficam próximos à cidade de Chiang Rai. Fizemos tudo no mesmo dia, agendando com antecedência com uma guia local, de nome Banyen, que super indico (banyen50290@gmail.com).

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O passeio leva o dia todo e existem opções de acrescentar passeio de barco e almoço, que não fizemos. Estávamos em cinco pessoas e “fechamos” uma van com ar condicionado e água gelada pelo valor de U$45 por pessoa. O almoço não estava incluído, mas tivemos tempo para almoçar na tríplice fronteira, indicação da própria guia.

Dica: Em Chiang Mai, usamos muito um táxi coletivo, sempre na cor vermelha, que o passageiro fica na carroceria. É durinho, mas seguro (rs). O preço se combina com o motorista ao subir. São super simpáticos e atenciosos, pelo menos os que pegamos.

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BANGKOK

  • Khao San Road – Rua mais famosa de Bangkok. Com movimento 24h. Nosso hotel era bem próximo, por isso fomos várias vezes, nas mais diversas horas do dia. Apenas caminhar pela Khao San já é um passeio bem bacana. Tem de tudo, restaurantes, barzinhos, redes de fast-food, barraquinhas, massagistas. À noite, muita gente jovem, muita música e gente vendendo coisas de todo tipo, inclusive alguns quitutes exóticos (insetos, larvas, gafanhotos, escorpiões…).

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Gostei de ficar hospedada lá perto porque deu para ir andando até o Grande Palácio e What Pho, que são dois dos pontos turísticos mais interessantes de Bangkok.

  • Grande Palácio/Wat Phra Kaew (Buda esmeralda) – Principal ponto turístico de Bangkok. É uma área gigantesca, cheia de templos, inclusive o templo sagrado do Buda de esmeralda, que na verdade é esculpido em Jade (rs). A dica é chegar cedo porque é muuuuuito cheio. A entrada custa custa cerca de 500 Baths (mais ou menos 50 reais).

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  • Wat Pho – O Templo do Buda Deitado – Fica ao lado do Grande Palácio. Um dos templos imperdíveis. O Buda Deitado é uma estátua de 46m de comprimento, coberta com folhas de ouro. A entrada custa cerca de 100 Baths (mais ou menos 10 reais).

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  • Wat Arun Rajwararam – Fica próximo ao Grande Palácio e Wat Pho, porém na outra margem do rio Chao Phraya. É só fazer a travessia de barco. O templo é todo decorado com cacos de porcelanas chinesas coloridas, que brilham com a incidência da luz do sol. A entrada custa cerca de 100 Baths (mais ou menos 10 reais).

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  • Mercado Flutuante Damnoen Saduak – O passeio para o Mercado Flutuante dura meio dia. Fica mais ou menos à 1:30h de Bangkok. Lá encontra-se de tudo um pouco, frutas, comidas típicas e lembrancinhas. Pode ser percorrido à pé, pelas bordas ou de barco. Várias agências e hotéis oferecem esse passeio diariamente. Compramos o nosso numa agência do lado do hotel. Custou cerca de 400 Baths por pessoa (mais ou menos 40 reais).

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  • Templo de Mármore (Wat Benchamabophit) – Todo em mármore de Carrara. O destaque fica por conta da belíssima estátua dourada de Buda. Fica numa região meio afastada e fomos de táxi.

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  • Asiatique – Trata-se de um píer, cheio de lojas e restaurantes. Lugar mega agradável com um por do sol lindo (www.thaiasiatique.com).
  • Siam Paragon – Imenso e famoso shopping de Bangkok. Fica no centro da cidade e além das lojas e restaurantes, tem também um aquário, o Siam Ocean World.

Dica: Em Bangkok, nos deslocamos muito de tuk tuk. Meio rápido em um trânsito caótico.

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  • Templos de Angkor

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  • Templo de Bayon
  • Templo Ta Prohm

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Para a visita aos templos, contratamos um guia cambojano que fala português. Foi maravilhoso o passeio de um dia inteiro. Andamos o dia todo sob um sol escaldante, mas valeu a pena. Tem gente que vai de tuk tuk, mas acredite, vale muito a pena contratar um guia de van com ar refrigerado e água geladinha. Faz muita diferença. O preço cobrado foi U$ 130 para o grupo.

Há quem faça esse passeio em mais dias, incluindo outros templos também, ou indo ao Angkor bem cedo para ver o sol nascer. Dizem ser lindo, mas não fomos.

  • Old Market – Mercado bem movimentado e não muito fotogênico (rs) para a compra de lembrancinhas

Contato guia Alex – Angkor Guide Service Day Tours – guide7languages@gmail.com

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Dicas Gerais

O povo asiático no geral, é muito, muito simpático.

Lembre-se que para entrar nesses países é necessário o Certificado Internacional de vacinação contra febre amarela.

Como em qualquer templo sagrado, seja qual for a religião, é preciso se vestir com respeito. Na Ásia a regra é cobrir os ombros e usar um sarong (ou a nossa tradicional canga) em muitos dos templos.

Para as mulheres, caso estejam de alças, um lenço ou pashmina no ombro basta.

Não existe uma regra geral, em alguns templos podia-se entrar de calças compridas, noutros, mesmo de calças precisava-se do sarong.

Em alguns templos, havia sarongs para emprestar na entrada, em outros queriam que você comprasse a preços estratosféricos.

Por isso, a dica é carregar sempre sua canga e uma pashimina (para as mulheres) na mochila.

Como em todos os países por onde passamos faz muito calor, meu marido comprou uma bermuda, daquelas de pescador, que tem um zíper que a transforma em calça comprida. Foi bem útil.

Em alguns templos, entra-se descalço.

Toda compra que for fazer ou serviço que for contratar, negocie muito o preço. Negocie mesmo! Isso é cultural para eles. E garanto que o preço vai baixar muito.

Não acredite quando o vendedor disser “last price” (rs).

Porém, um detalhe, só pergunte o preço e comece uma negociação se vc realmente tiver a intenção de levar. O vendedor irá atrás de você até o final do mundo tentando negociar (rs).

Outra coisa, se for levar vários itens, nunca chegue dizendo que quer vários produtos. Demonstre interesse por 1 produto. A negociação será melhor.

Idioma – No geral, o inglês resolve sem problema.

Como já comentei, em Singapura essa é a segunda língua do país, porém nos outros países, principalmente na Tailândia, a coisa não é assim tão cômoda. Em alguns lugares, o inglês é beeem precário, mas com boa vontade de ambas as partes dá para contornar.

Tivemos alguns pequenos problemas de comunicação com os barqueiros no sul da Tailândia e alguns taxistas em Bangkok.

Por isso, lembre-se sempre de levar anotado os endereços, principalmente do hotel, em tailandês. Essa é a melhor maneira de garantir que você chegará ao lugar certo, uma vez que os motoristas podem não falar inglês e desconhecer o alfabeto ocidental.

Massagem Tailandesa – A Tailândia é bem conhecida pelas suas sessões de massagens. Se tiver oportunidade, não deixe de experimentar. Estão à disposição em todo lugar, nas ruas, em frente aos hotéis, nas praias, nas praças. Existe inclusive uma escola de massagem no templo budista de Wat Pho. Com certeza por onde vc passar, terá uma pessoa gritando “massaaaage” (rs).

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O tuk-tuk, é o meio de transporte mais comum em todos os países do sudeste asiático. É o transporte mais rápido e eficiente. Só precisa ter cuidado para não gastar mais que o necessário, pois os motoristas sempre irão colocar o preço lá em cima. A dica é pechinchar e combinar o preço antes de entrar no veículo.

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Comida – Essa pra mim, foi uma questão meio complicada. Sou enjoada (rs). Não como frutos do mar e detesto pimenta. O que eu mais falava nos restaurantes era “no spicy” (rs).

Como todos sabem, a comida na Ásia é muito, muito, apimentada.

Me virava com as tradicionais redes de fast food, sem o menor problema. Pra muitos pode parecer uma heresia, mas prá mim tá ótimo(rs). Inclusive, lá tem muitas coisinhas diferentes das oferecidas aqui no Brasil, nas mesmas redes.

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Em Jakarta comemos muito bem, já que estava na casa de amigos. Eles também nos levaram em restaurantes ótimos, que já frequentavam, nos apresentaram a cerveja local e as frutas da região. Uns amores!!!

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Na Indonésia, apesar dos nomes difíceis, a comida não tem nada de estranho (insetos ou bichos esquisitos), sendo basicamente arroz, macarrão, frango, peixe, frutos do mar e vegetais.

Se gostar de café, não deixe de experimentar o café luwak, considerado um dos melhores do mundo e obtido a partir dos grãos encontrados nas fezes de um animal chamado civeta, que parece uma raposinha. Eu também não tomo café (rs), mas meu marido gostou muito. É caro!

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Na minha opinião, os pratos típicos tailandeses mais amigáveis são o pad thai (noodles de arroz com frango ou camarão), que todo mundo já ouviu falar, e o fried rice (arroz com legumes e frango ou camarão) muitas vezes servido numa metade de abacaxi. Delícia, mas sempre pedindo que viesse sem pimenta.

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Meu fraco são os doces, e na Tailândia conheci o mango rice, um conceito diferente de arroz doce. Delícia! Experimentei também muitos sabores diferentes de sorvete, uns bons, uns nem tanto. Indico demais uma rede de sorveteria chamada IBerry.

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A comida do Camboja é mais suave, a gastronomia tem influência francesa. Um prato que super indico é o Amok. Encontrado facilmente, é um dos pratos mais tradicionais e deliciosos do Camboja. Basicamente, é feito de peixe ou frango, cozido em molho de coco à base de curry e outras misturas. Delicioso!

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Muito tradicional também é o churrasco cambojano, fácil de encontrar em restaurantes na Pub Street (no centro de Siem Reap). É uma experiência diferente. É composto de carnes tradicionais e outras exóticas como cobra e canguru, dentre outras. Um mini-fogareiro é colocado sobre a mesa onde a refeição será preparada. Após as carnes estiverem assadas, é servido com um caldo de legumes. Achei exótico demais para o meu paladar (rs).

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Importante lembrar de carregar sempre guardanapos e lencinhos de papel para limpar as mãos. Lá não é comum. Ah! E papel higiênico também (rs)

Antes de viajar, lemos muitos relatos de pessoas que tiveram algum tipo de indisposição por conta da água ou comidas. Um cuidado que tivemos foi o de não comer absolutamente NADA cru, sucos, frutas e água sem ser mineral. Na Tailândia isso foi, de certa forma, um sacrifício, pois a oferta de frutas e sucos lindos e coloridos é imensa. Resistimos. Houve uma refeição em Phi Phi que cheguei a pedir um suco de melancia que vinha numa taça linda e enfeitada com flores, mas desisti. Pode parecer excesso de cuidado, mas acredito que graças a isso não tivemos nenhum tipo de problema.

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Toalets – Não se assuste se em alguns lugares tiver que ficar de cócoras para a utilização dos banheiros. Em lugares mais turísticos, encontrará as duas versões de vasos sanitários, a nossa (ocidental) e a que fica rente ao piso, que é a que eles utilizam. Porém em alguns lugares, só encontrará a versão deles mesmo.

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E por fim, uma dica que seguirei na próxima viagem para um lugar distante e com uma diferença tão grande de fuso horário. Uma parada de alguns dias numa cidade no meio do caminho. A readaptação foi muito cansativa e acredito que com isso, amenize um pouco os efeitos do jet lag.

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5 comentários sobre “Viajando com a família pela Ásia

  1. Olá pessoal,

    Primeiro parabenizar pelo blog com informações tão precisas e interessantes.
    Estamos justamente nos preparando para essa viagem e temos algumas dúvidas:
    – para uma viagem de 30 dias, justamente esse roteiro que vcs fizeram, qual o gasto medio por dia, incluindo alimentacao e deslocamento – fora passagem aerea?
    – quanto é necessário levar em dinheiro em cash?

    Super obrigada!
    Abraços,
    Andrea, Mario e Marina 🙂

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    1. Olá Andrea, Mário e Marina!

      Gastamos em média 50 dólares diários entre comida, transportes e entradas em templos. Esse foi o valor que levamos em dinheiro. As refeições intercalávamos entre fast foods e restaurantes locais.
      Além disso, lembre-se dos passeios que já estavam programados previamente e que são um pouco mais caros: Patara Elephant Park, Tiger Kingdom, o passeio a chiang Rai, etc. Alguns deles pagamos em cash, e pra isso levamos o valor já separado.
      As passagens aéreas saíram em média por 2.700 reais ida e volta, por pessoa, pagos no cartão de crédito. Me lembro que gastamos 500 dólares por pessoa com todos os trechos internos na Ásia.
      Os hoteis foram reservados através do Booking, Hoteis.com e Agoda.com e em alguns casos compensava mais pagar em cash. Para isso levamos o dinheiro separado também.

      Espero ter ajudado.
      Obrigada pelos elogios e espero que a viagem seja um sucesso! Com certeza irão amar…
      Abraços
      Nádia

      Curtir

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